Perfil

Este blog é um relato de experiências; um canal dedicado às pessoas que têm histórias, conflitos, poesias, viagens, relacionamentos para contar e pensam que as coisas malucas (e as loucuras que dão na cuca) só acontecem com elas.
Nós somos Intensas e, se você é Intensa também, vai gostar de comentar os nossos posts.
Intensa não é sinônimo de futilidade, mas de energia, persistência e emoção.
Intensas amam demais, dedicam-se demais ao trabalho, aos filhos, ou a qualquer outra atividade que estejam realmente envolvidas.
Intensas são as mulheres do mundo moderno, como nós e como vocês. Se você também é INTENSA, este é o seu lugar.
A partir de agora, você tem um encontro marcado com cada uma de nós. Sempre terá um post novinho no blog, aguardando o seu comentário e suas reações que podem ser:
220W - Curto Circuíto - Súúúper Intensa
110W - Enérgica - Intensa
60W - Luz Ambiente - Intensidade Moderada
Participe!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Trilha sonora da semana......


Eu sempre seleciono uns dois ou três cds para andarem junto comigo no carro .Geralmente a trilha sonora tem muito a ver com o meu estado de espírito. Sintam o drama dessa semana, no porta luvas do carro : Pefil Luiz Melodia, Acústico MTV Cássia Eller, Back Ice AC/DC e Ace of spades Motorhead. Confuso ! Que medo!

obs: Não sou de baixar músicas da internet.Sei lá, acho tão legal essa coisa de escolher o cd, ver as fotos da capa, ler as letras, ver quem é o compositor..... sou bem tradicional, compro o cd e guardo com capa e tudo.

FZ

"Irritando F.Z"

Sempre achei a Fernanda Young um pouco egocêntrica, por ter um programa só para falar sobre as coisas que a irritavam, mas na real mudei de ideia.Também vou escrever sobre coisas que andam me irritando.
Nossa eu ando muuuuuito irritada!
Acho que é essa loucura de final de ano.Mil coisas para fazer, mil eventos para comparecer, mil contas para pagar e mil chatos para aguentar!
Mas oque realmente tem me irritado muuuuuito é um determinado grupo de pessoas: os Tiradores de Onda!
Nossa ando completamente intolerante com essa galera! Normalmente não convivo muito com esse tipo de gente, mas infelizmente nessas festas de final de ano, a gente é obrigada a fazer um "social" com essa "turminha".
A quantidade de gente que não tem onde cair morto e fica tirando uma onda de milionário,
Além dos que esqueceram dos seu quilômetros e quilômetros rodados e ficam tirando uma onda de ingênuos e puros ( do tipo não como, não bebo, não fumo e não f..... ,nem nunca vi).Passam a mistificar coisas que devem ser encaradas com naturalidade por qualquer adulto.
Fora os que se consideram PHDs em relações humanas e ficam tirando uma onda de super bem resolvidos, enquanto na verdade são cheios de problemas.Na vida deles tudo é muito bem conduzido, as emoções totalmente controláveis e para completar ainda são mega disciplinados e focados. Tudo dá certo.
Que gente mais chata!
Sem personalidade, sem identidade,sem humildade, sem amor próprio e ao próximo....pobres coitados! Vão se tratar!
Pode ser que ler um pouco ajude, ou quem sabe dar um volta de ônibus e ver a realidade na rua possa trazer essa galera ao mundo real, sei lá!
Ainda bem que eu ando bem mais calma e simplesmente escuto "a tiração de onda" e consigo ficar quietinha, achando tudo lindo e normal.
Em outros tempos eu seria bem grosseira e falaria umas boas "verdades"; as minhas verdades. Verdades que eu sei que não são absolutas e são consequências das minhas vivências , do meu amadurecimento. E Pode ser que sirvam somente a mim, a mais ninguém.
Eu acho que com o tempo as pessoas realmente amadurecem, enriquecem financeira e intelectalmente,e mudam de atitude em relação a algumas coisas. Graças a Deus! Senão seriamos todos, eternos adolescentes.
Mas essa de tirar onda é muito chato!
Mais atitude e menos papo.
Mais conteúdo e menos aparência.
Mais espontaneidade e menos pose.
Mais verdade e menos mentira.

bjs
FZ

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Desejo de Liberdade

Sempre fui amante da liberdade. Mas ultimamente, ando sentindo uma necessidade maior de estar livre. Livre para decidir tudo sozinha, sem me preocupar com a opinião dos outros, ou até mesmo com os sentimentos alheios.Acho que esse sentimento chega a se confundir com egoísmo, mas realmente estou em um momento muito EU.
Sábado fui à um casamento de uma amigo de infância. Nossa estava muuuuuito bom! Eu fui sozinha! Conversei com todo mundo que eu queria, dancei até as 6 da manhã sem parar!!! e o melhor de tudo, não tive que aguentar crise de ciúmes, nem cara feia, nem qualquer tipo de censura.Apenas me diverti com meus amigos de infância!
Agora que a vida voltou ou ritmo normal ( leia-se de muito estudo) eu decido se vou estudar sábado até a meia noite ou vou estudar domingo o dia inteiro, ou os dois.Não estou querendo, nem podendo dividir meu tempo com mais ninguém.Pela primeira vez na minha vida,estou dizendo NÃO! e me colocando sempre em primeiro lugar.
Estou com menos tempo para a família e amigos, mas sei que eles sabem que isso é temporário, se abro mão de estar com eles hoje é para o meu bem, e no futuro vou ser recompensada com a tão libertadora independência financeira.
Meu avô , que era um cara super intelectual e visionário já falava para minha mãe há mais de 50 anos atrás: Minha filha casamento não é garantia de nada, te forma e ganha teu dinheiro. E foi isso que ela fez. Dispensou os bons partidos da cidade para encarar um profissão de homens , e graças a Deus foi muito feliz na sua escolha. Viajou o mundo inteiro, criou três filhos e ficou casada até quando quis. Ela teve o privilegio de dizer: Assim não dá, quero separar. Não precisou sujeitar-se a um casamento falido porque precisava pagar as contas.
Acho que eu tenho a quem puxar.

FZ

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Papo Terapia - O Ideal x o Real

Eu tenho uma amiga que não namora ninguém. Ela é uma boneca, uma excelente profissional, querida, bonita e súper bem sucedida.
Vive a vida apaixonada pelo carinha da barriga sarada, pelo do porsche amarelo, ou por aquele gênio que fez doutorado em Harvard.
O pior é que ela quer casar com um cara que reúna todas as características dos três anteriores.
Já, outra amiga namora há um tempão um cara bem bacana que tem quase todas estas características, porém é careca e um pouco barrigudinho. Só que ele faz tudo por ela: compra presentes, sai pra jantar, vai passear com seus cachorros e a elogia umas cinco vezes por dia, desde o cabelo, até a silhueta (que nem é grandes coisas) e também sua inteligência.
Uma vez, no auge da minha solteirice, perguntei pra esta minha amiga que se dava tão bem com o namorado qual era a mágica e ela me respondeu: bah, guria, eu parei de procurar o homem perfeito.
Triiiiim............... fez uma luzinha na minha cabeça.
Entendi o que ela quis dizer: ela não parou de procurar o cara perfeito. Ela parou de procurar o cara ideal.
Aquele ideal que minha outra amiga lá do começo da história insiste em procurar.
Vai achar sabe quando? Nunca. Porque se ela achar um cara com todos estes atributos que goste dela, com certeza, o cara vai ser um chato narciso ou ser ruim de cama. Daí, sabe o que vai acontecer com a minha amiga? Ela vai se frustrar e vai procurar outro cara e mais outro cara do jeito que ela sonhou e não vai achar.
Não é agoro, sabe o que é? É que ninguém é perfeito, ou melhor, ninguém é do jeito que a gente quer seja. Nem nós somos do jeito que os outros querem que a gente seja e, mesmo assim, as pessoas gostam da gente.
Acho que é isso que nos falta um pouco: parar de idealizar. Não só as relações amorosas, mas nosso trabalho, nossos pais e nossos amigos.
Aproveitar o que as pessoas têm de bom e não dar tanta bola para o que elas têm de ruim.
Olhar o lado cheio do copo. Olhar a realidade e, ou aceitá-la como ela é, ou mudá-la de alguma forma.
Seja brigando com o namorado, seja mudando de trabalho, seja fazendo terapia para resolver as questões familiares. Mas, sempre nos lembrando que nossas mudanças trarão novas dificuldades, novos obstáculos e desafios, uma vez que vivemos em mundo real e não na terra do Peterpan.
No mundo real, as pessoas não são eternas crianças (ou pelo menos, não deveriam ser) e ainda não existe uma fada mágica que nos ensine a voar.
Então, brindemos com nossas conquistas reais e deixemos as ideais para onde lhes cabem ficar: nas idéias.

Bjo, bjo, bjo,
LG.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Promessas de final de ano


Minha promessa de final do ano é que vou ficar sem comer doces todo o mês de dezembro e isso não é revolta com o Arruda e seus panetones. É só para testar minha disciplina e provar que eu sou mais forte que um estikatinho ou uma colher de leite condensado.

Bah, sério, cheguei num ponto que não conseguia parar: um docinho depois do almoço, um brigadeirinho na tarde e, pra fechar com chave de ouro; uma colher de leite moça no jantar. Não, não é regime de engorde e nem tenho tendência pra ganhar peso (graças a deus), apenas não comia comida pensando no chocolate. Vício. Puro vício e alimentação toda errada.

Aliás, não só a alimentação. Minha pele tava cheia de espinhas, meu intestino trancado e eu com aquela sensação de cansada, sabe?

Enfim, faz uma semana que enchi minha geladeira de frutas (vale à pena) e toda vez que sinto aquela vontade de matar uma taça de sorvete, faço um sucão e a vontade passa (ou, pelo menos, eu engano ela). Pele lustrosinha, intestino a mil e eu me sentindo muito, muito bem.

Um sacríficio, mas confesso que a recompensa é muito boa.

Como aquela aulinha básica de ginástica que a gente sente vontade de matar e depois que vai sai se sentindo a bolachinha mais recheada do pacote.

Aimentação + exercícios = tudo na vida de alguém.

Sim, tô na minha fase maníaca. É um up quando isso acontece, né?


Até a próxima postagem e declaração.

Quem sabe não coloco uma fotinho? hehe...


Bjo,bjo.

LG

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Nada como uns bons aninhos!


Gurias, eu confesso: vi Crepúsculo e agora tô louca pra ver Lua Nova. A história até que nem te pega (o primeiro amor da atriz principal é um vampiro, seu melhor amigo um lobisomem e, para completar vampiros e lobisomens se odeiam), mas o que te pega mesmo é o ator principal (Robert Pattinson) que faz o vampiro Eduard Cullen e é um gostoso. Muitas de vocês já sabem quem é o menino, que, ao contrário do que eu pensava, não saiu do nada. Porém, as que não sabem, tenho certeza que ficarão tão pasmas quanto eu, quando descobrirem que o vampiro gostoso que ganhou o coração de milhares de adolescentes era um piá nas nossas épocas e seu papel de maior destaque foi como "Cedrico", no filme Harry Potter.
Éééééé, o tempo paaassa!
E ainda há quem diga que a gente não melhora com a idade, heim?


Uh, lalá!
Bjo, bjo, bjo.
LG

+ Cazuza!

Não é novidade para vocês que eu sou mega fã do Cazuza. Ontem assisti ao programa Por toda a minha vida, da globo, que era sobre ele.....eu escuto cazuza praticamente todas as semanas, e sempre ele me surpreende. Ontem rolou uma cena no programa, que eu amei! Uma cena onde ele pára o carro no meio da rua e vai tomar um chop com uns amigos e acontece um congestionamento.....motoristas irritados, buzinas....e ele puxa um coro:" Vamos pedir piedade, pedir piedade para essa gente careta e covarde"! Amei essa frase!
Careta no sentido de abrir a cabeça, de expandir os horizontes, de se libertar dos padrões burros e escarvizantes, de apreender a viver, de amar a vida.
Também tenho pena dessa gente careta e covarde!
Eu sou "careta" se o papo é drogas.Acho que as drogas, os rótulos, os modelos de conduta, os padrões....... nos levam , na grande maioria das vezes, a um tipo de escravidão, a perda da nossa identidade, a falta de ideologia e são altamente alienantes.

FZ

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Casamento


Eu ando naquela fase da vida que parece que todo mundo resolveu casar, na realidade essa fase começou já faz uns dois ou três anos.
Eu adoro ir às festas, fico super feliz quando sou convidada para ser madrinha, adoro escolher vestido, maquiagem, cabelo.....Aproveito muito. Danço, reencontro pessoas, coloco o papo em dia....é diversão garantida (pelo menos na grande maioria das vezes).
Ontem fui a um chá de panela e estava ótimo. Foi pouca gente, mas todo mundo muito legal.....quando me dei conta reparei que todas as gurias que estavam lá eram casadas; menos eu.
Hoje eu fiquei pensando sobre isso, e eu não sinto essa vontade louca de casar. Sei lá, não tenho esse sonho de fazer uma mega festa, entrar na igreja vestida de branco.....Não quer dizer que eu não goste de estar com alguém, eu adoro ter namorado! Mas casar.....aí sei lá.....acho maravilhoso passar o fim de semana junto, ter uma compania para viajar, sair, passear...seja de um namorado ou das amigas ou da minha mãe. Não gosto da solidão; mas gosto de ter uma certa liberdade.
Acho que associo o casamento a filhos, ao fim do romance, à dedicação total aos filhos, à casa, ao marido.....Na realidade acho que sou bem egoísta e não consigo me imaginar tendo que me dedicar para todos e ficar sem tempo para mim.
Vejo que os casamentos que duram são aqueles onde alguém abriu mão de muita coisa em nome do casamento, aquele velho papo " sou infeliz, mas sou casada", isso não é para mim.
Não quero falar mal do casamento, acho que é uma opção de cada um, ninguém é obrigada a casar ou a ficar solteira.
Acho que essa minha resistência ao casamento está relacionada com a percepção que tenho dos casamentos em geral.Os que duram, geralmente são infelizes.....e os outros terminaram.
Acho que vou ser uma eterna namorada, uma dinda dedicada e um tia parceira.

bjs
FZ.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Era uma vez na Barrinha

Uma amiga ficou durante uns dois anos com um cara bem mais velho que ela. O cara tinha um filho de nove anos e uma ex-mulher com o mesmo nome dela. Minha amiga não dava bola para as saídas do cara, para as chamadas não retornadas, para às vezes que ele trocava o nome dela (e óbvio que não era pelo da ex mulher), pois realmente achava que ele recém tinha saído de um relacionamento e mais tarde iria se render aos seus encantos.

Certa noite, minha amiga estava na casa do cara enquanto ele tomava uma ducha e decidiu dar aquela bisbilhotadinha básica no celular dele. Primeiro, foi nas chamadas. Viu várias vezes o nome "Patrícia" nas não atendidas e, o pior, nas retornadas também. Não satisfeita, foi para as mensagens. Viu várias vezes mensagens de amor e sacanagens entre os dois. E, depois, num surto de loucura, ela abriu o armário do amado, a fim de tirar o porta-retrato com a foto deles de lá e tocar no chão, mas, quando moveu o objeto, viu que atrás tinha outro porta-retrato só que não com a foto dela, mas de outra mulher. Minha amiga disse que só por ter certeza que não era a mulher dele, virou a foto para ver se tinha algo escrito e encontrou (óbvio, pois quem procura acha) a dedicatória: "com amor, Patrícia".

Ela colocou todas as coisas no lugar, se vestiu e saiu da casa do cara jurando vingança.
É óbvio que o mané não entendeu lhufas, quando chegou da ducha e não viu ela em lugar algum. Ligou pra ela muitas e muitas vezes durante a semana e deixou vários recadinhos apaixonados, mas minha amiga nem deu as horas. Ela sabia que eles se encontrariam novamente.
Dito e feito. Depois de uns três meses sem encontrar o ex, minha amiga foi passar o carnaval comigo na Barrinha para não cruzar nem de longe com ele, que tinha casa no Rosa.
Estavámos naquela fase adolescente de cada dia sentar numa roda, conhecer vários gatinhos e rirmos o tempo todo da vida mansa da beira da praia. Até que um dia, esta minha amiga saiu mais branca que mãe da àgua do mar. Ficou atônita, balbuciando umas palavras e, quando eu perguntei o que tinha acontecido, ela só levantou o braço e apontou pro carro dele. Do lado, duas cadeiras, a bóia da criança, um guarda-sol e os dois (o ex e a Patrícia) de mãozinhas andando perto da lagoa.
Ninguém me contou, eu vi saírem faíscas dos olhos da minha amiga que só não deu choque em ninguém porque não conseguia se mexer. Ela me disse o que eu já sabia: "é a Patrícia!". Ele me paaaga!
Quando ouvi aquilo da boca dela, nem levei fé, afinal era carnaval e meia praia tinha nos convidado para participar dos aqueces que rolariam antes da festa. Mas, minha amiga era tinhosa. Ela ficou escondidinha na praia até o cara ir embora só pra ver onde ele estava hospedado e quando descobriu que era numa casinha atrás da minha, ficou uma arara.
Eu não tinha entendido tanta histeria, mas daí, ela me contou que ele tinha ligado uma semana antes pra saber o que ela iria fazer no carnaval e ela disse que ía pra minha casa na Barrinha.
Meu Deus! O cara é louco, pensei. Que babaca!
Eu odeio ser cúmplice de coisas perversas, mas, pô, a guria era muito minha amiga e aquele cafajeste otário merecia uma lição. Eu e ela esperamos anoitecer (em plena primeira noite de carnaval) pegamos duas facas bem afiadas e fomos pé por pé até o pátio da casa dele. Quase hesitei em ajudar, mas quando vi na internet que a previsão era de chuva, decidi cumprir minha tarefa. Aos poucos, fui me aproximando do carro e me certificando que não tinha ninguém por perto. Cheguei na parte frontal do veículo e hesitei em cortar os pneus dianteiros. Para não quebrar a promessa que tinha feito de ajudar minha amiga, tirei as bolinhas que seguram o ar e forcei os pneus para que esvaziassem. Eu tava morrendo de medo que nos pegassem ou que minha mãe desse falta das facas.
Olhei pra minha amiga para apressá-la e ela tava esmagando os pneus traseiros com um ódio tão grande que só vi igual nos olhos dos psicopatas cinematográficos. Juro que achei engraçado, mas fiquei com um certo medo dela. Os pobres pneus ficaram em frangalhos. Nós fomos para casa, largamos as facas e, para não levantar suspeitas, fomos para os aqueces que meia praia tinha nos convidado.
No meio do caminho, começou a cair uma chuva torrencial que só parou no último dia de Carnaval.
Toda praia ficou com àgua e lama por tudo e os poucos carros que se arriscavam a sair de casa, atolavam.
Depois de tanta zoeira, eu até tinha me esquecido da nossa trravessura, quando a minha amiga me chamou na varanda e disse: agora, quero só ver ele sair dali.
O carro do ex estava com a parte traseira atolada no lodo e a tal Patrícia, toda suja de barro, estava do lado direito dizendo que tinha que trabalhar no outro dia.
Cheguei a sentir o gostinho de vingança quando o cara olhou pra minha amiga e ela disse: ah, não se preocupem, são dois pneus! Me olhou e deu uma piscadela.
O carro do cara ficou ornamentando os fundos da minha casa (que era o começo do pátio do vizinho), pelo menos, mais uns três dias. A gente viu quando a tal Patrícia saiu de mochilinha pra pegar o ônibus na faixa e o guincho foi buscar o carro.

Bjo, bjo, bjo.
LG

" O gosto de viver"

Desculpem, mas eu estou viciada no livro e não consigo deixar de dividir alguns trechos dele com vocês....
Juro que vou tentar escrever sobre outros assuntos, mas no momento estou totalmente envolvida com Sponville.
Gurias, vocês já sabem qual será o próximo presente de vocês? hahahahaha.
Lá vai alguns trechos de Bom dia Angústia de André Comte-Sponvile,Capitulo " O gosto de viver"


"....Toda a esperança é decepcionante sempre, mesmo quando é satisfeita: é no que a satisfação tanta vezes é melosa, como um desejo insosso assim que é saciado...Muitos, constatando que a vida não corresponde às suas esperanças, vão então acusar a vida, censurá-la absurdamente por se o que ela é ( como ela seria outra coisa?), enfim enterrar-se vivos no rancor ou no ressentimento...Prefiro o alegre amargor do amor, do sofrimento, da desilusão, combate, vitórias e derrotas, da resistência, da lucidez, da vida em ato e em verdade. Prefiro a realidade, e a dureza da realidade. Se a vida não corresponde às nossas esperanças que nos enganam, desde o início( desde a nostalgia primeira que as alimenta), e que a vida só possa desde então nos desenganar...Gosto azedo da decepção, do qual nada cura senão o desespero, se for possível, a sapidez muito acre e muito salutar do desespero. Toda a esperança é decepcionante, sempre; só existe felicidade inesperada."

" ....Viver é uma tragédia, viver é uma comédia, e é a mesma peça, e ela é bela e boa, em todo caso pode sê-lo, se sabemos vivê-la, se sabemos amá-la como ela é, e, aliás não temos escolha. Cumpre amar a vida como ela é, ou não a amar. É aí que reencontro Alain, e Montaigne, e Lucrécio, e Spinoza....Amar: aceitar . Suportar, quando é preciso; alegrar-se quando se pode.Sabedoria trágica, e é a única que não mente. No fundo é o que Freud denomina o trabalho do luto, e isso é preferível à religião ou à mentira. Antes a verdade amarga do que o xarope da ilusão!"

" Morango ou cerveja? Morango e cerveja. Felicidade e infelicidade. Vida e morte, Prazer e sofrimento. Sabedoria Trágica: sabedoria de Heráclito. Não se tem escolha , e é o que significa a existência. A realidade é pegar ou largar. E largá-la é pegá-la ainda, ao menos uma última vez, como pegá-la é apenas ainda uma maneira de largá-la....Aquele que só amasse a felicidade não amaria a vida , e com isso se proibiria de ser feliz."

Bom Dia, Angústia!
André Comte-Sponvile.

bjs
FZ

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Angústia....

Meu psiquiatra, que hoje considero muito mais meu amigo do que médico, me emprestou um livrinho tão bom....o nome é : "Bom Dia, Angústia!" de André Comte-Sponvile.
Ainda estou lendo, mas tem coisas tão boas, que resolvi transcrever alguns trechos aqui.
Vocês podem achar o texto um pouco longo, mas vale muito a pena ler.....faz pensar, e ajuda a acalmar o coração.

"....A Angústia é um medo imaginário e necessário - sem objeto real, sem saída possível. é por isso que nos pega e corroí. Como se poderia vencer, quando não há nada para enfrentar?"

" A sanidade mental não poderia medir-se apenas pelo bem estar. A angústia do soro positivo, a angústia do condenado à morte , a angústia da mãe cujo filho está doente, quem as julgará patológicas? E quem não vê que a nossa de certo modo se parece com a deles? Qual dentre nós escapará da morte? E qual de nossos filhos? Que podem os ansiolíticos contra uma ideia verdadeira? Isso não impede de utilizá-los, quando é preciso, quando a vida seria mais insuportável ou atroz. Mas é preciso sempre? E não será pagar caro, muito amiúde, só suprimir o sofrimento - mediante medicação ou diversão - em troca de coragem e da lucidez? Será a saúde que se quer ou o conforto? A capacidade de enfrentar o real, ou a possibilidade de fugir dele?"

" Não esqueçamos, porém , que a medicina só é valida para os doentes, e que não se poderia considerar como tal todo o indivíduo que teme morrer, sofrer ou não ser amado. Onde está o sintoma? onde está a patologia? Ele sofrerá de fato , morrerá de fato, e jamais será amado, com toda evidência, como o teria desejado. E então? Resta-lhe enfrentar isso, aceitar isso, superar isso, se puder, em vez de fugir.
Sofrer com isso? mas onde se viu que todo o sofrimento seja patológico? que todo o sofrimento seja nefasto? Ele o é, se impede viver ou agir. Mas se ele ajuda? Se impele a isso? Se é fator de revolta ou de combate? Vai-se renunciar a pensar, porque isso angustia? A viver , porque isso causa medo? A Amar , porque isso causa dor? Aceitemos , ao contrário, tanto quanto pudermos, e o podemos apesar de tudo, ao menos um pouco, ao menos às vezes, e esse é justamente o sinal de nossa sanidade, aceitemos em vez de sofrer e de tremer. Quem não tem medo pelos filhos, e por isso deve-se correr ao psiquiatra? Quem não tem medo da doença, da velhice, da solidão? A vida é feita de tal modo que só se pode escapar a um desses males( por exemplo , a velhice) caindo noutro ( por exemplo, uma morte prematura)."

Espero que tenham gostado.

FZ

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Noite de Autógrafos

Hoje eu tinha que escrever.
1. Porque foi emocionante fazer parte da 55ª Feira do Livro, mesmo que tenha sido para autografar uma página de um poema selecionado para veicular nos ônibus e trens da capital durante um curto período de tempo.
2. Porque entendi o quanto isto é pequeno, bem pequeno, se considerarmos que todo ser humano quer nada mais que um pouco de atenção.
Sim. Queremos nos sentir importantes para alguém. Mas, principalmente, para aqueles que nos são importantes.
Talvez, seja esta a explicação de nos fazermos presentes, ou não nos fazermos presentes em determinadas circunstâncias.
Quando abrimos mão de alguma coisa, da nossa presença, do nosso cuidado com alguém é por agum propósito. Seja para salvar uma relação, um status (no caso do trabalho) ou a nós próprios (caso os riscos para alegrar alguém possa arriscar nossa saúde).
Hoje, me dei conta do quanto eu e todos os seres humanos são egoístas. Tenho aberto mão de estar na compahia de amigos queridos (e, talvez, estes amigos nem saibam o quanto são queridos) em prol do meu próprio bem estar. Sim. Porque no momento que deixo de vê-los e de partilhar meu carinho e minha atenção, dedico-me a alguma outra coisa que seja mais importante para mim em determinado momento. Exemplo: meu relacionamento.
É uma pequena balancinha que é difícil explicar e de saber a medida exata, uma vez que somos só nós que temos essa dosagem. Ou, não.
Esqueço-me que cultivar meus amigos e convidá-los para fazer parte da minha vida (o que implica que eu faça parte da deles) é tão importante pra mim quanto compartilhar estes momentos com a pessoa com quem amo e que está sempre lá quando eu preciso (afinal, eu estou sempre lá quando ela precisa e a vida é uma eterna troca de carinho). Mas, pode ser que "dar" sem projetar receber seja um caminho melhor, ou que dosar o que não sabemos dosar seja uma medida a ser aprendida.
Um exemplo? A Dona Ilda me emocionou. Eu não pedi. Ela veio me dizer que durante um ano acompanhou meu poema nos ônibus da capital e que queria conhecer quem o havia escrito. Juro que de todos os poemas que escrevi, este não seria o eleito para fazer da Dona Ilda minha fã. Mas, foi o que, de alguma forma, me possibilitou a troca com ela. Eu, virei fâ da Dona Ilda. Pela coragem, pela sensibilidade, pela troca de carinho, pela poesia. Acho que realmente quanto mais nos doamos, mais recebemos do mundo. Da dona Ilda. Dos nossos amigos. Dos nosso familiares e do nosso amor. Mas, temos que DOAR (o que nos dói às vezes, mas, na verdade é só vencer um medinho, pois não dói nada ir a algum lugar ou dizer o quanto tal pessoa foi ou é importante pra nós).
Eu não sei. Sei que aprendo um pouco mais a cada dia e me emociono um pouco mais a cada dia e que isto me mantém um pouco mais viva a cada dia.
É apenas uma reflexão. E, hoje, salve a Dona Ilda! Salve os meus amigos! Salve só por salvar o que tiver que salvar.
Humana, sim. Egoísta? Por ser humana, talvez.
Bjo, bjo, bjo.
LG

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amigo de mulher é cabeleireiro!

Amigas, desculpe. Não existe amizade entre homem e mulher. Só se a mulher for muito feia ou o homem for muito gay. Daí, há possibilidade. E olha que mulher feia homem pega quando bebe e amigo gay a gente sempre tasca uns selinhos.
Quem me conhece vai dizer que tô me traindo, que era a rainha de ter amigos homens e não ficar com eles. Sabe o que é? Não é que naquela época eu fosse feia, ou todos os meus amigos fossem gays, é que eu não me dava valor mesmo. Me aproximava dos guris, ficava amiga dos caras maaaaaaaaaais gatos da cidade e adivinhem? Não pegava ninguém e passava a bola pras minhas amigas chutar pro gol.
Eu não era burra. Só não sabia que eu era muito bacana e mesmo não tendo o bumbum mais empinado da cidade, poderia, sim, atrair um homem por ser uma guria inteligente, batalhadora, sensível e, claro, bonita.
Afinal, o que não é belo para uns, pode ser para outros. É verdade que muitos dos meus amigos chegaram em mim e que fiquei afim de muitos que não chegaram (e por isso não rolou), o que reforça minha tese que quem gosta da coisa uma hora ou outra pira.
Pira porque está carente. Pira pelo bumbum empinado, pela barriga sarada ou pelo papo poético.
Pira porque conhece o bastante o outro pra saber que parecer ridículo faz parte do jogo, que lançar um charminho não faz mal a ninguém e que nada melhor que um "amigo" pra testar nosso poder de sedução.
Pira porque um dos dois lados tem que pirar mesmo, afinal, homens e mulheres (sendo bem realista) foram feitos para se atrair e reproduzir.
Se todo relacionamento que começa com paixão, uma hora vira amizade porque um relacionamento que começa com amizade não pode terminar em paixão? E, depois virar amizade?
Ah..., por favor. Eu queria ter a cabeça que tenho hoje há uns tempos atrás.
Garanto que minhas amigas iriam ter bem menos namorados e eu bem menos amigos.

Tá, tô pirando no papo. Mas quem já não pirou?
E se não fosse pra pirar quem mais iria virar nossa cabeça de pernas pro ar, a não ser os cabeleireiros ?

Bjo, bjo, bjo.
LG

sábado, 24 de outubro de 2009

Tarde d+

Não sei quem é o autor, mas achei triste e bonito. Quem nunca sonhou com esse final.....pena que às vezes ele vem tarde d+.

Bonita?
Ele disse: não.
Quero ficar comigo para sempre?
Ele disse: não.
Vai chorar quando eu for embora?
Ele disse: não

Assim que ela estava indo embora chorando.....

Ele agarrou seu braço e disse:
Você não é bonita, é linda!
Eu não queria ficar com você, eu preciso ficar com você para sempre,
Eu não choraria se você embora....eu morreria.

FZ


Para refletir

Ontem estava lendo e fiquei pensando na frase abaixo.......bem apropriado para nós intensas.

Inquestionável!!! O exercício de uma ação se torna um hábito e o exercício de uma hábito levado às últimas consequências se torna um vício"
Nuno Cobra

FZ

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Finalmente, um peeling!

Apesar de culta, mega antenada nas tendências da moda e súper batalhadora, como boa intensa, tenho que admitir: sou um pouco fútil.
Sabe o que que é? Passar dos trinta é bucha.
A gente faz de tudo pra ficar com aquela carinha e corpinho de 25: yôga, cremes anti celulite, salão toda semana, cuidado com a alimentação e namoro com um guri mais novo que a gente mas, mesmo assim, ainda tem aquelas malditas marquinhas que teimam em aparecer pra dedar a idade.
Estes dias, quando estava lendo meu romance noturno, entre uma folheada e outra na saga dos Buendía, tive a idéia de driblar a idade de vez e fazer um peeling.
Me acordei de manhã e marquei com a dermatologista o bendito.
Foi na segunda-feira, antes do feriado que me toquei pro consultório dela e me entreguei.
Terça, nada tinha acontecido com meu rosto e, quarta, quinta e sexta foram meus piores momentos. Minha cara ficou naqueles vermelhões de sol. Secou, criou crostinha e começou a descascar.
Sábado tive um churrasco no meu sogro e mesmo tendo avisado todo mundo que aquilo que tinha no rosto era resultado de um procedimento estético, saí de lá sendo chamada de "escaminha".
Mas, tudo bem. Hoje é terça-feira (13.10) e quer saber? Valeu ter perdido a praia, ter driblado o namor pra não me ver na pior e encarado a galera do trabalho perguntando que alergia tinha me dado. Eu tô me sentindo ótima, com uma pele de porcelana e uma guriazinha de 20!
E o pior é que descobri que mulher é bicho brabo mesmo, pois todas que olharam torto pra minha cara descascada, agora, querem o nome da médica. Sacanagem.
Mas, me aguardem! Agora que perdi o medo, já tô até pensando em encarar um bisturi!
:-)
Bjo,
LG

sábado, 10 de outubro de 2009

Salto Alto

Eu amava usar salto alto, não conseguia usar outra coisa. O tempo foi passando, o meu estilo de vida mudando e eu abandonado o salto alto. Passei praticamente uns dois anos sem usar......só usava em ocasiões muuuuuito especiais ( casamentos, formaturas e etc). Até para ir para a noite eu tinha abandonado o salto. Mas esse ano resolvi começar a usa-lo novamente, mas às vezes, não como antes( todos os dias).
Realmente ele nos deixa mais elegantes e charmosas; mas caminhamos menos e com mais dificuldade ( ficamos mais sedentárias).
No casamento da minha amiga semana passada ( aquele das três doses de uísque), na hora de ir embora não consegui ir para o carro de salto, simplesmente não conseguia me equilibrar( tive que ir descalça). E tenho notado que antes eu bebia e esquecia que estava de salto, agora eu simplesmente não consigo mais caminhar......ou eu tiro , ou fico sentada ou fico cambalenado, parecendo ainda mais bebum do que realmente estou!
FZ.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Viver a vida

Este post não tem nada a ver com a novela, apesar do Maneco mostrar bem os altos e baixos da vida como ela é.
Hoje, tava procurando uma foto minha das épocas de criança e senti aquele gosto de ferrugem, os olhos cheios e a respiração apertada. Fiquei revendo avós, pai, mãe, tios e uma infinidade de primos garotos que hoje já desfilam seus tons gris.
Não consegui me conter. Em meio a comemorações pela vitória das olímpiadas no Rio, desabei. Primeiro, foi um chorinho contidinho. Depois, fui me sentindo à vontade e veio aquele choro de liberdade. Minha vizinha deve me achar uma histérica porque ou estou dando gritinhos de prazer, ou de sofrimento. Sim, na sociedade do culto ao corpo, eu tenho medo de me ver velhinha. E o pior é que estou ferrada, pois minha única saída é ficar feliz por ter rugas ou virar uma destas múmias que andam cheias de plásticas por aí. Mas, meu choro foi mais do que as minhas rugas. Foram as ex-rugas dos meus avós, as atuais rugas dos meus pais e minhas futuras rugas. Meu choro foi pelo tempo que escorre como àgua das mãos. Tempo que se repete e que passa...
O que podemos fazer enquanto isso é VIVER A VIDA. Mas, desculpa, Maneco. Na frente de uma tela de televisão é que não. Mas, quem sabe, ouvindo um Tom Jobim?

"Tem dias que eu fico
Pensando na vida
E sinceramente
Não vejo saída
Como é, por exemplo
Que dá pra entender
A gente mal nasce
Começa a morrer
Depois da chegada
Vem sempre a partida
Porque não há nada
Sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá
Só sei que ela está com a razão
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão."

:-)
LG

domingo, 4 de outubro de 2009

Exageros

Ontem fui à um casamento de uma amiga. Na hora de colocar a roupa achei que o vestido podia ser mais curto ( tenho uma certa obsessão por roupas curtas). Graças a Deus minha mãe é super prendada e fez a bainha para mim.Coloquei um aplique no cabelo, minha maquiadora vez uma mega maquiagem, usei um sandália nova que é tudo e fui para a festa.
Como estou de dieta, tinha comido quase nada durante o dia. Me guardei para o casamento... Mas, quando eu cheguei lá engatei uma conversa com uma amiga e esqueci de comer, mas de beber não.....até a segunda dose de uísque estava tudo bem. Resolvi tomar a maldita terceira dose e adivinhem?! Passei mal e a festa acabou para mim às 2 da manhã!!!Que Raiva!!! Eu sempre faço isso!!!Pelo menos umas duas vezes por ano dou uma de adolescente e passo mal. Muito amadorismo!!!Que coisa mais ridícula!!!Pior que eu nem fico preocupada com o que os outros vão achar, fico braba mesmo é porque estrago a minha noite e a de quem acaba tendo que me cuidar. Enfim...essa não foi a primeira vez que isso me acontece e acho que também não será a última ( adoraria que fosse).
Toda a minha exuberância, charme e carisa se foram quando tomei aquela maldita terceira dose!
FZ.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Fim......

Para mim todo o fim é triste.Já perdi meu pai, minha avó, uma tia querida.....e esse fim da vida, fim da convivência me traz um dor enorme. Perder meu pai foi a coisa mais triste que já me aconteceu, então sempre que termino um namoro eu penso: " já passei por coisa pior".
Mas terminar namoro também é muito ruim. eu sofro muuuuuito, mesmo sabendo que as coisas já não estavam bem.
Dificilmente me sinto aliviada com términos de namoro, bem pelo contrário; choro porque aqueles planos não se concretizaram, porque as juras de amor não eram eternas e que a fantasia de que seriamos maiores que qualquer obstáculo termina.
Choro ainda mais porque sempre me dedico muito, aposto na relação, dou o melhor de mim .Acho que esse é o meu problema, não sou nada egoísta e sempre penso no casal, nunca só em mim. Daí, o outro esquece que eu também preciso de um colo de vez em quando e, quando peço, ele estranha. Está acostumado só a receber, não consegue dar. Culpa totalmente minha!
Daí, vem aquela mega decepção,aquele aperto no coração, aquela sensação de que tu nunca mais vai querer namorar ninguém na tua vida, dias de choro, dias sem comida, muito colo de mãe e das amigas........mas tem um dia em que a gente acorda e pensa : "a vida continua."
FZ

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Noite em uma boate gay


Eu não sei se vocês já foram a uma boate gay, mas eu já fui e foi um experiência muito louca.
Primeiro porque eu estava com uns amigos gays e sabia que eles iriam à uma boate gay, ou seja eu não pegaria ninguém naquela noite.
Mas antes de definirmos se iríamos entrar ou não eu pedi para a RP, para dar só uma olhadinha no lugar, antes de me jogar de vez na balada.
A RP deixou na boa, eu entrei dei uma olhada rápida, não vi nada d+ , mas escutei uma música muuuuuuito boa, tudo de bom para se acabar na pista!!!! Saí e disse para os guris: " olha a música tá de dançar de olho fechado, apesar de saber que não vou pegar ninguém, eu topo entrar!"
Entramos e logo começamos a beber a velha dupla: absolut e energético......dança, mais uma absolut com energético....dança e assim foi a noite!
Até que quando vi estava completamente bebum e sai perguntando para todos os homens lindos , que lá estavam se eles realmente eram gays, ou eram bisexuais, ou se estavam ali por curiosidade. A resposta sempre era a mesma: somos Gays!!!!!
Fiquei chocada com a quantidade de homens lindos e bem sucedidos: médicos, advogados, empresários.....não era só artista não.
Depois de me convencer que a noite realmente estava perdida para mim, me joguei na pista e me diverti muito!!!!! Até um tombo no meio da pista eu caí, detalhe que logo ali, também ficava o banheiro, ou seja, cai no meio da pista mas dentro do banheiro!!!!!
Dancei de olho fechado , fiz vários amigos e me diverti muito. Mas depois dessa experiência fiquei um pouco traumatizada, durante uns três meses fiquei achando que todos os homens do Rio de Janeiro eram gays.
Mas passou!

FZ

sábado, 5 de setembro de 2009

Mais uma de Jack Kerouac

" Mas nessa época eles andavam pelas ruas como piões frenéticos e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam , queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos " aaaaaah!"
Jack Kerouac
On the Road
Tudo!!!!!Amei!!!!
FZ

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Amigo homem!

Eu tenho um super amigo homem.Ele é gay, mas não deixa de ser homem. É muito mais macho que muito "hetero" que eu conheço, porque tem atitudes de homem,assume sua preferência sexual com muita tranquilidade e maturidade.
É gentil, educado,companheiro,inteligente, ótimo profissional e bom filho.Além de ser leal e sincero como poucos. Coisas raras de se encontrar nos homens de hoje em dia.
Foi meu pai e minha mãe quando morei no Rio, sem ele teria sido insuportável viver naquela cidade. Cuidava de mim e me socorria sempre. Até hoje é assim.
Eu o amo como se fosse um irmão, faria qualquer coisa por ele.
Se eu ganhasse na mega sena pegaria ele, e rodaria o mundo curtindo a vida intensamente. Nada melhor do que ele para desabafar, fazer uma mega noitada, sair para comprar roupas, dar uma caçada, tomar um tragão e ajudar na hora de escolher a produção. E principalmente se eu estou gorda ele é sincero; se estou gostosa é o primeiro a elogiar.
Somos muito parecidos e nos entendemos só no olhar, temos um senso de humor acido ( acabamos coma a raça de qualquer um que nos desagrade em três palavras).
Adoro ficar horas conversando com ele, falamos de homem, de sexo , de roupa , de dieta ........temos vários ataques de risos, inclusive rimos muito no meio da rua sem qualquer motivo aparente. A minha vida ficou muito melhor depois que ele entrou nela. Te amo!!!!!

FZ

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Lembranças

Ontem, eu tava meio deprê, pensando que sou todas as minhas lembranças. Uma mistura dos defeitos e expectativas dos meus pais, dos incentivos e mimos dos avós, um punhado de desilusões amorosas e profissionais. Sou meu primeiro beijo, minha primeira paixão e também um pouco do meu sétimo namorado. Sou as festas com as amigas, a primeira medalha e um monte de coisas que eu esqueci. Mas, que volta e meia, estão lá: num choro baixinho, num ataque compulsivo as lojas do shopping e as caixas de bombons. E depois, na desesperada corrida pelo parcão.
Mais importante de tudo que sou, porém, é o que posso ser. E eu posso ser quem eu quiser a partir de hoje. Do universo até um verso.
E você?

:-)
Bjo,
LG

Colo de mãe.

Estou passando por um momento de muito pressão, muuuuuuita pressão mesmo, vocês não podem imaginar!!!!!!!! E hoje estourei.Fiquei completamente descontrolada! Entrei no quarto da minha mãe aos prantos, liguei para o meu namorado e resolvi brigar com ele vorazmente, fiquei completamente tensa. Chorei e briguei tanto que se não fosse, as magicas palavras da minha mãe, acho que estaria numa camisa de força (exagero). Minha mãe é tudo na minha vida, sempre sabe a hora certa de me puxar a orelha, de me consolar e de me dar colo. Ainda bem que ela existe.
FZ

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Os micos que pagamos por sermos "movidinhas"


Sermos "movidinhas" a homem nos faz passar por cada situação......
Era verão e nós quatro tínhamos combinado um final de semana em Garopaba, só para meninas. Estava tudo dando certo, eu consegui folga na sexta e pegaríamos a estrada na madruga para aproveitar ao máximo nosso encontro. Nessa época eu trabalhava feito uma mula e a Pati estava morando em São Paulo.Já fazia uns 6 anos que não coseguíamos passar tantos dias juntas.
Um dia antes da viagem a Sara resolveu levar um gatinho que ela estava pegando na época. Nós fomos totalmente contra, mas como o cara estava sendo legal com ela deixamos ele ir.
Durante a viagem, a Sara começou a ficar com medo do menino.....será que ele levaria um isopor cheio de cervejas para a beira da praia, usaria um shortinho preto ,daqueles que nossos pais usavam quando éramos criança, e para completar o kit ainda usaria uma camiseta de campanha política e um boné com a propaganda de uma madereira? Ou seria um tipo surfista?
Ela sempre gostou dos surfistas e não suportaria desfilar pela beira da praia com um tipo "colonão".
Para começar a "tragédia" o guri pediu para a gente pegar ele no pedágio da Freeway (o que foi uma péssima ideia, pois ele devia ter levado ela no carro dele).
Pegamos a estrada e depois de uns 30 mim de viagem ele larga a seguinte frase: " bah gurias, a primeira coisa que vamos fazer quando chegarmos é passar no super e comprar um monte de cervejas pra encher meu cooler que cabe umas 30 latas". Foi o guri acabar a frase, nós começamos a rir sem parar, compulsivamente.

Odiamos homens que se embebedam na beira da praia.
Chegamos em Garopaba e decidi não passar no super. O dia estava lindo e queria ir direto para a Silveira. Super só depois que o sol acabasse.
Terceiro momento trágico: o trage de praia do menino era exatamente o que os pesadelos da Sara previam. Ele apareceu de sunga preta da Pênalti e um bonezinho de madeireira!!!
Depois da praia fomos ao super, e compramos tudo. Inclusive a cerveja para levar para a praia no outro dia.
Sábado resolvemos pegar praia na Barrinha mesmo, mas o vento estava muito forte , então tivemos que ir caminhando até a ferrugem, cada uma com sua sacola de praia e cadeira e ele com seu "cooler".

Lá pela metade do caminho, ele olhou para a Sara e disse: " dá uma mão aí, essa ceva tá muito pesada"!
E lá se foi nossa amiga passeando pela ferrugem carregando um "cooler" cheio de ceva!!!!!!
Tadinho do guri, a gente riu dele direto o final de semana inteiro, mas ele era super querido. Cozinhava para a gente , lavava a louça e ainda era super carinhoso com a Sara. Mas, tinha um cooler de cerveja que levava para a beira da praia.


Ninguém é perfeito!

FZ

domingo, 16 de agosto de 2009

The Day After

Nunca o dia depois de uma bebedeira é um dia normal. E isso tem explicação científica. Quando ingerido, o álcool vai direto para o fígado, onde é metabolizado e depois cai na corrente sangüínea. De lá, é levado até o cérebro. A sensação inicial é de euforia, mas depois, ele passa a ter o efeito depressivo e acaba causando sonolência e diminuição dos reflexos. As características mais comuns são: tremores, enjôos, dor de cabeça e fadiga combinadas com redução na concentração e velocidade de pensamento e raciocínio. Eu disse, redução na concentração, viram? Bem, agora posso começar.

Depois de quase morrermos no meio dos fogos de artifício e tantas chandons, acordamos ás 8h da manhã meio mareadas; eu e a louca da Mone que ainda tinha àlcool nos olhos. Tínhamos que ficar prontas até ás 10h, pois a Jaque tinha ligado pra Mone e combinado de nos dar uma carona até a praia da Barra, desde que antes passássemos com ela e com o namorado na Guarda do Embaú para que eles fizessem suas tatuagens e assim jurassem amor eterno. Combinação aceita. Caronas sempre são válidas, ainda mais que queríamos sair logo da "pousada" dos meninos. A Mone me olha e diz:
- Não esquece de pegar o recarregador da bateria do meu celular.
- Que marca é o teu celular? Pergunto eu, ainda de ressaca.
- Nokia.
- Se pegar o da Mone, pega o meu também! - fála a Raica (outra amiga que também estava conosco).
- Que marca é?
- Nokia.
Nestas, me lembrei que tinha que pegar o meu recarregador também.
Que árdua tarefa me deram as meninas! Procurar recarregadores no meio da bagunça da "pousada" dos meninos e aff... como eu estava enjoada... Enquanto elas faziam as malas, eu procurava os recarregadores tentando não me livrar da Chandon da noite anterior. Acho que os meninos estavam na praia, ou dormindo, pois não havia sinal deles no apartamento.
Ás 10h em ponto, a Jaque buzina embaixo do prédio. Lembro que ela buzinou, pois aquele som soou como duas paneladas na minha cabeça. Estavam lá, de malas prontas, ela e o namorado no seu carrão, nos esperando para embarcar. A Jaque era a pessoa mais desapegada dos bens materiais que eu conhecia. Rata de praia mesmo. Vivia queimada de sol, só comia coisas naturebas, vivia praticando yôga, tinha mil tatuagens pelo corpo, lia todos os livros do Buda e só namorava playboys. Chegava até a ser engraçado o tal contraste. Bem, entramos no carro e seguimos em direção a praia da Guarda. Quando chegamos na casa do tatuador, já na Guarda do Embaú, o celular da Mone tocou. A Jaque e o namorado foram entrando na salinha de "operação" para escolherem os desenhos, enquanto a Mone atendia o telefone. Eu e a Raica avistamos um banquinho na salinha de espera e ali nos sentamos. No celular da Mone, do outro lado da linha, estava o Cássio, o menino que nos deu pouso.
- Mone, tenho que falar rápido porque a bateria do meu celular está acabando.
- Fála.
- É sobre isso que quero falar: a bateria do meu celular. Por acaso, vocês não pegaram, assim, meio por engano, um recarregador de bateria?
- Ai, Cássio, imagina se a gente iria pegar um recarregador de bateria? Tá louco?
- Sabe o que é Mone? Nem eu, nem os meninos estamos encontrando os nossos recarregadores e todos os celulares da casa estão ficando sem bateria e logo ficaremos sem comunicação e bibibi... Caiu a ligação.
- O que foi? Perguntou a Raica
- Ai, olha que estranho... o Cássio me ligou pra perguntar se a gente tinha pego o recarregador da bateria do celular dele. Que louco, né? A troco de quê nós iríamos pegar o recarregador dele? Bah, até me senti meio mal agora.
- É não teria porquê.... a não ser que alguém tenha pego por engano, disse a Raica virando-se para mim e esperando alguma atitude.
As duas me olharam e disseram:
- Amiga, vira a bolsa aí no chão.
Ao virar a bolsa, nem eu conseguia acreditar no que estava vendo. Começamos a contar. Um recarregador (talvez o da Mone, pois era Nokia). Dois recarregadores (talvez o da Raica, pois era Nokia). Três recarregadores (talvez o meu, que também era Nokia). Quatro recarregadores. Não sei de quem era o quinto. Nem o sexto e muito menos o sétimo. Eu, num surto de RESSACA havia pego todos os recarregadores da casa e deixado os meninos e a "pousada" sem comunicação com o mundo. Rimos tanto que mal conseguimos ouvir o barulhinho da agulha do tatuador perfurando a pele da Jaque e do Pedro. Rimos taaaaaaaanto que na salinha de espera do tatuador ficaram três pocinhas, pois não deu tempo de acharmos o banheiro. Também não deu tempo de esperarmos para vermos as tatuagens da Jaque e do Pedro com dois corações escrito:
-"Para sempre vou te amar".
Acho que se a gente tivesse visto isto, depois de tudo que aconteceu, teríamos inundado a sala do tatuador!

:-)

LG










quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Movidinhas

Por mais ridículo que isso possa parecer, acho que a maioria das mulheres são "movidinhas" a homem.
Essa história começou quando nós notávamos que uma estava fazendo alguma coisa, ou indo a algum lugar movidas pelo desejo de encontrar ou agradar algum homem. Então quando notávamos essa intenção na outra, sempre largamos: " bah mas tu é bem movidinha mesmo!", claro que a outra sempre tentava se defender mais acabava concordando e dando o braço a torcer.
Achei que depois dos trinta isso tivesse acabado. Que tínhamos nos tornado mulheres tão plenas e absolutas que nos bastávamos sozinhas; mas não. Agora somos mais seletivas e menos afoitas, mas continuamos " movidinhas" sim.
FZ

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Punck Rock


Há alguns meses atrás fui a um aniversário de uma amiga. Como estou numa fase bem caseira ( não necessariamente por opção, mas por necessidade. Ando estudando bastante), quando saio sempre quero fazer alguma coisa se esteja realmente afim de fazer, não saio para fazer social ou média.
Eu estava mega dividida porque no mesmo dia do aniversário eu sabia que rolaria um show de uma banda de punk rock gaúcha muito das antigas que eu amo. Fui ao aniver e estava ótimo, quando saí de lá sugeri ao meu namorado para dar uma passadinha no show e ele disse que não estava afim e tal.......deixei ele em casa e fui para casa.
Mas no meio do caminho a vontade de ver o show foi mais forte do que eu, e acabei passando em frente ao bar.
Tinha uma vaga para estacionar exatamente na porta do bar , não aguentei e estacionei . Dei uma chorada para entrar e ver o final do show, o segurança chamou um cara e disse que eu tinha que falar com ele, bem nessa hora escutei o anúncio do bis!
O cara chegou e eu dei mais uma chorada..... ele disse que tudo bem eu podia entrar, já que era só para escutar o bis.
Nossa me senti muito bem entrando naquele show, escutei as 5 musicas do bis, dancei sozinha e de olho fechado, foi maravilhoso!!!!! Música bem alta e solos de guitarra!!!!!!Quando o show terminou fui me encaminhando para a porta de saída mega feliz, rindo sozinha. Reparei que tinha uma galera diferente de mim, mais parecidos entre eles, e todos me olhavam com uma cara de " que essa patricinha tá fazendo aqui", dai me dei conta que eu era a única loira de cabelo comprido e liso, de vestido curto , maquiada, de brincão e saltão no meio daquela galera.
Eles me acharam estranha ,eu acho , mas eu adorei estar naquele lugar por míseros 20 minutos, me senti livre e feliz.Livre de qualquer preconceito, de qualquer padrão de qualquer culpa. Só queria escutar um som que que gosto, dançar e cantar " amigo punk" bem alto. Eu amo Rock e amo ainda mais Punk rock mas também gosto de me vestir bem, andar de salto, maquiagem, cabelo loiro e liso, brincos, unhas vermelhas e vestidos curtos.Liberte-se e assuma sua identidade!
FZ

O preço de ser eficiente


Eu sempre fui e sou mega agilizada. No trabalho sempre assumi muitas broncas que não eram minhas, e sempre chamava a responsabilidade para mim.Na minha família eu sou a pessoa com mais senso prático entre todos, então acabei me tornando a secretária da minha mãe.
Na realidade com eu sou muito prática e eficiente, não me custa nada fazer as coisas .O que me custa mesmo é ter que dizer não.Agora estou há uma mês de uma prova super importante e estou precisando ser um pouco egoísta e me trancar no meu quarto e só estudar......mas sempre que me chamam eu não consigo não me envolver.
Acho que isso pode ser um tipo de fuga, ajudando os outros não penso nos meus problemas e consigo resolver problemas alheios, e isso acaba me trazendo uma bem estar.
As vezes fico cansada de ser tão solicitada e tento me fazer de louca e fingir que não era comigo, mas vejo como as pessoas se atrapalham e dão mil voltas para resolver uma coisa que para mim é muito simples.
Não sei se ser a secretária geral da família me escraviza, ou é uma fuga, ou faz bem para minha auto estima.
FZ

terça-feira, 28 de julho de 2009

SAMPA E MOJITOS!

Esta história é de uma amiga e fui obrigada a postar porque é muito engraçada.
Então, ela me conta que no auge dos seus 30, conheceu um mocinho bem mais novo.
OK. Sua intenção não era casar e tão pouco colocar o moleque pra correr. Mas, para quem se conheceu em março aos beijos numa boate, o relacionamento dos dois ía muito bem, já que era pleno mês de maio e ele a convidou para jantar no restaurante mais caro da cidade.
Porém, minha amiga se esqueceu que justo naquele dia, tinha marcado hora na esteticista mais famosa de São Paulo. A esteticista dos famosos. Aquela que todas as atrizes, cantoras, apresentadoras, aspirantes a modelo, enfim; todas aquelas moças lindas e com pele de pêssego se tratam, ou seja, a agenda da mulher estava sempre lotada. Então, desmarcar a consulta, nem pensar. Desmarcar o jantar no restaurante mais caro de Sampa, nem pensar também.
E lá foi a minha amiga pra esteticista mais famosa dos famosos, antes do jantar no restaurante mais caro dos caros. Ficou lá uma hora e meia deixando a mulher espremê-la, passando mil cremes no rosto, sprays e o diabo a quatro. Amou. Pagou os olhos da cara para parecer que tinha acabado de enfiá-la em uma colméia de abelhas. Mas, tudo ía bem. Afinal, o mocinho já a conhecia. Saiu da esteticista ás 20h e ás 22h o mocinho a buscou. Quase teve um susto quando a viu, mas quando ela explicou que era a esteticista mais famosa dos famosos, ele até pediu o número. Para seu espanto, o mocinho tinha feito uma surpresa: ía levá-la para jantar, sim, no restaurante mais caro da cidade. Porém, havia convidado os seus amigos com as namoradas. Porque ele queria que ela começasse a fazer parte da vida dele. Ela e a sua cara de colméia. Minha amiga chegou no restaurante com o mocinho e viu que todos os seus amigos olhavam para eles. Quando ele a apresentou, os três amigos a olharam dos pés a cabeça. As amigas olharam também, mas como mulheres não são nada amigáveis, deram uma pausa na cara de colméia. Situação nada agradável.

Disse a minha amiga:
- "Ainda bem que o garçom veio logo e começou a nos servir". "Quejadillas" para eles e "Mojito" para ela. "Tortillas" para eles e "Mojito" para ela. "Mojitos" para eles e "Mojito" para ela. "Mojitos" para eles e novamente "Mojito" para ela. "Quejadillas" para eles e uma "Quejadilla" pra ela. Aquela que embaralhou com os Mojitos e não desceu muito bem. "Mojitos" para eles e "banheiro" pra ela.
O mocinho foi ver se estava "tudo bem" no banheiro. Ela respondeu que não. Estava tudo bem pra eles e zuzo bem pra ela que vomitou o banheiro inteirinho do restaurante mais caro da cidade e saiu carregada pelo bando de amigos do mocinho.

Ela me disse rindo uma semana depois que ainda bem que tava com a cara de colméia. Pelo menos, iria poder voltar no restaurante novamente. Só que, infelizmente, não com o mesmo mocinho.

:-)
LG

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eaí? Mais Chandon?

Praia da Brava - Reveillon

Estavámos eu, minha amiga Raica e a Mone na casa de uns meninos que conhecemos na beira da praia. A Mone meio que já conhecia um dos meninos porque ele tinha namorado uma amiga dela durante anos e como percebeu que estávamos na “roubada”, decidiu fazer uma ação de caridade na noite de Reveillon.
A verdade é que ele esperava uma "doação" também por parte da Mone em reconhecimento a sua generosidade. Doação esta que naquela noite não aconteceu. Aconteceu foi um estrago que irei narrar agora.
Nossa ceia preferida: CHAMPAGNE! Começamos a beber às 22h e continuamos bebendo até às 23h59 (que eu me lembre), horário local. No trajeto casa – beira da praia, eu e a Mone nos perdemos de todo mundo, mas nosso objetivo era chegar na praia e arrumar um bom lugar para ver os fogos de artifício no canto Norte. Ao chegarmos, vimos que a praia estava dividida da seguinte maneira: zilhões de pessoas amontoadas no canto norte, zilhões de pessoas amontoadas no canto sul e um vazio no meio. Este vazio no meio estava dividido e cercado com fitas amarelas isolantes, cuja presença passou despercebida por mim, pela Mone e pelo champagne. Como tínhamos um objetivo bem definido e claro (e ambas somos da área de administração) não perdemos o foco. Tivemos uma idéia brilhante.
Objetivo: Chegar na praia e arrumar um bom lugar para ver os fogos de artifício no canto Norte.
Cenário: Zilhões de pessoas amontoadas no canto Sul, ou seja, não poderíamos passar e nem este deveria de fato ser o nosso destino. Zilhões de pessoas amontoadas no canto Norte, onde deveríamos chegar, mas até passarmos pelas pessoas, perderíamos os fogos e... UM VAZIO NO MEIO!
Idéia brilhante: Ao invés de passar pelas zilhões de pessoas amontoadas, vamos pular estas fitinhas amarelas que devem estar aí para enfeite, atalhar pelo vazio do meio e correr para dar tempo de vermos os fogos no outro lado.
Horário Local com a Champagne: 11h50
Horário dos Fogos: 00h
Tempo para cumprirmos nossa Meta: 10 Minutos
E assim fizemos! Ao pularmos as fitinhas amarelas, dois negões saíram em disparada atrás da gente e a Mone gritava que nem uma louca:
" - Corre, amiga! Corre! Eles querem nos agarrar e roubar nosso champagne!"
Eu só focava no outro lado, onde já via as fitinhas amarelas chamando por mim e toda a praia aclamando minha vitória! Eu tinha mania de competir comigo.
- Ai, amiga, eles estão quase nos alcançado! Gritava a Mone.
- Corre, Mone! Corre!!!
Enquanto nós corríamos, ouvia uns gritos distantes, mas não conseguia identificar o que eles queriam dizer. Finalmente, quando chegamos do outro lado, ou seja, no canto Norte, avistei a Raica que correu para nos abraçar e disse:
- Gurias, ainda bem que está tudo bem com vocês!
- Ué? Porquê?
Ela ficou em silêncio. O relógio marcava 00h. A praia estava quieta, atônita com a cena que vira e com a cena que veria. Os fogos começaram a estourar ali, bem ali NO VAZIO DO MEIO em que eu e a igualmente louca e bêbada da Mone acabávamos de sair. Os dois negões que nos perseguiram, os seguranças da praia, agora riam da nossa cara de loiras BURRAS com gosto e satisfação como quem dissesse: - Devíamos tê-las deixado morrer suas loiras! No meio de tudo isso, olhei para Mone e, admirando os fogos pedi:
- Por favor, me dá mais um gole de CHANDON?

LG

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Caminhos e atalhos...

Ontem vi de novo o filme "Em busca da felicidade"(acho que este é o nome em português). Só de pensar que todas aquelas dificuldades vividas no filme foram de verdade e que mesmo assim o cara não desistiu, continuou traçando o seu caminho, buscando algo melhor para si e para o filho e que, no final, encontra o que tanto almejou, chega a me dar um arrepio...

Depois de ver o filme, fui dormir. Pelo menos, tentar...

o parava de pensar em desculpas que nós, seres humanos, nos damos a toda hora para desistirmos no meio da caminhada, pois não é fácil percorrer os caminhos cheios de buracos, curvas e obstáculos, às vezes, até sob mau tempo, para alcançar a tal felicidade. No meio do caminho às vezes encontramos um atalho, que tem um telhadinho para nos proteger um pouco da chuva, um muro que nos protege um pouco do frio, onde os buracos são menores, as curvas não são tão acentuadas e os obstáculos menores... mas, depois descobrimos que este não é um atalho, na verdade, é um caminho mais longo, as vezes até sem saída ou que no mesmo lugar que estavámos, mas por ser mais confortável e por estarmos cansados, mudamos de rumo e pegamos o que achamos que seria um atalho...

Fazemos isso em relação a TUDO... seja com nossos relacionamentos, vida profissional, atitudes em relação a nós mesmos e etc e tais... É complicado encarar os nosso medos, tirar da teoria e colocar na prática. O que realmente irá nos levar para algum lugar. Mas, se isso não for feito, vamos trilhar para sempre o tal "atalho", caminharemos e em algum momento nos cansaremos de qualquer forma, pode demorar mais para chegar o cansaç
o, mas ele vai chegar. A única diferença é que nunca acharemos o que estamos, de fato, procurando.

Então, se tu estas a trilhar o teu atalho, para, pensa e veja se não é melhor percorrer o caminho certo, seja este um pouco mais difícil, mas vai valer a pena no final!

P.A.Z.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Estilo x Cartão de Crédito

Sabe quando te dá aquela vontade de te ter tudo que aparece nas capas de revistas e tu vai no shopping e compra tudo que tu acha que viu nas capas de revistas... mas aí, chega em casa e naaaaaaaaada fica bom e parece que nunca tem roupa e, ainda por cima, se atolou no cartão de crédito (interrogação)
Pois é, acontece vez ou outra, com quem tem a intensidade correndo no sangue. É um saco. Um mês correndo atrás de grana para pagar as dívidas do mês anterior, ganhando peso de ansiedade sem saber se vai conseguir pagar e, quando paga, tem que comprar tudo de novo ou se matricular numa academia, pois as roupas adquiridas já não servem mais.
Eu sei lá qual é o remédio: chá de camomila, yoga, água de melissa ou psicanalista na veia.
O lance é respirar. Sempre depois da turbulência, vem a tal da calmaria. Pelo menos, era para ser assim.
:-)
LG

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sou uma mulher machista e feminista

Eu tenho que confessar que sou machista quando me convém. Por exemplo, não me incomodo se o homem paga a conta, é protetor( não sou do tipo que disputa que m é o mais macho da relação), e me dá presentes caros.
Só não suportaria ser bancada 100% por um homem, assim como também não aguentaria um machão que acha que lugar de mulher é na cozinha e em casa cuidado dos filhos.Que subestimasse a minha capacidade intelectual e de trabalho.
Em contra ponto, não veja nada de mais em um homem bancar as contas da casa e eu ficar com a minha graninha só para comprar roupas, fazer tratamentos estéticos,academia, trocar de carro, pagar o meu cartão de crédito e outros "supérflos", sem ter que dar explicação ou sofrer qualquer tipo de sanção.
Por isso acho fundamental mulher trabalhar e ter condições de se bancar, e ficar com o companheiro porque quer, não porque precisa.
No caso do relacionamento não dar certo, é só fazer uma ajuste orçamentário e a vida continua.
FZ

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Relacionamentos e o PUM!

Namoros de longa data são maravilhosos. Nos apaixonamos, nos doamos, nos descobrimos no outro e a intimidade exacerbada nos deixa tão a vontade que fazemos coisas que jamais faríamos na frente da nossa família. Quer um exemplo (interrogação) Quem já não sofreu de gases e deu aquele punzão embaixo do cobertor enquanto o príncipe dormia do lado (interrogação)
Uma amiga minha sempre diz que: "- O problema não é pum, mas o que vem depois". É como a traição. Depois de um certo tempo de relacionamento, a vontade de experimentar aquela sensação esquisita na barriga e o coração pulando corda no peito, acontece e faz parte do jogo. Ainda mais se for com aquele carinha que é tuuuuuuuuuuuuuuuudo que a gente sonhou.
Só que, como no caso do pum, o problema não é a vontade de trair, é o que vem depois.
Tá preparada (interrogação)

Bjo,
LG

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Intensos X Moderados

Todos os intensos tem amigos moderados. Geralmente são aqueles amigos de infância, que são praticamente irmãos.Amizades de longa data que se fossem iniciar hoje, provavelmente não aconteceriam.
Sempre que vou em algum aniversário de uma amiga intensa eu reparo que a festa se divide em intensos e moderados.
Os intensos falam muito, bebem todas,comem frituras, tiram várias fotos, trocam abraços, beijos, dizem que estão com saudades, dançam ( mesmo sem pista de dança).....e sempre são os últimos a ir embora.
Os moderados bebem refrigerante light, comem um grelhado, falam pouco,baixo e apenas amenidades mínimas(exemplo clássico é falar sobre o tempo).......e vão embora depois de no máximo uma hora e meia de festa; enquanto os intensos ainda estão chegando.
Nem preciso dizer que sempre fico na ala dos intensos, abaixo dos olhares de reprovação dos moderados.
E o pior que sempre acabo dando algum furo, falando alguma coisa totalmente desnecessária, as vezes acabo caindo no chão, ou viro bebida em alguém...intensa e desastrada.
FZ

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O jeito de falar das intensas

Estava conversando com uma amiga sobre esse nosso jeito de ser....intensa!
A gente fala muito e, na maioria das vezes, em um tom elevado ( para não falar que falamos muito alto, quase gritamos).
Quando rimos, são gargalhadas, ataques de risos.....e também bem alto.
Nada de falar baixinho, sussurando e dando risadinhas discretas.
Será que as pessoas tem medo da gente? Ficam nos achando umas loucas?
Eu já reparei que sempre tem alguém pedindo para eu falar mais baixo e menos e para eu não gesticular tanto....é que eu não consigo contar uma coisa sem usar as mãos e muito menos sem levantar da cadeira e interpretar a situação.
Será que todas as intensas são assim? Ou, só as que tem sangue italiano? Reparei que quase 100% das intensas de origem italiana sofrem do mesmo mal que eu. Falar muito, alto e gesticulando compulsivamente.
perdi a conta das vezes que virei alguma coisa na mesa em função de estar tão empolgada contando alguma coisa, que acabo batendo em um copo, garrafa.....uma vez até virei uma mesa de centro.
Estávamos na sala de espera de um restaurante e eu fui mostrar minha tatuagem nova para as gurias, daí apoiei o pé na mesa de centro e virei tudo o que estava em cima dela ( bebidas, molho shoyo entre outras coisas).
Será que um dia eu vou falar baixinho, pouquinho e dar risadinhas discretas?
Tomara que não!!!!!


FZ